Chuva

Conduzia, dirigia-me a casa, sinto a chuva como em mim me molhasse, era noite, é noite tão escura que duvidei se seria  noite ou se seria um estado de espírito que por momentos me assolou,  ao longe as luzes da cidade,  é a minha, é a minha cidade,  poderia ser uma outra qualquer sem que alguém se apercebesse se seria a minha ou uma outra qualquer.

A chuva continua… o limpa pára brisas movimenta-se indiferente ao toque da chuva, estou do outro lado, do lado de cá, dentro, no rádio toca algo que não consigo ouvir, não consigo escutar, a chuva abstrai-me, fala mais alto, mais profundo que qualquer música ou som conjugado de forma a se  poder chamar música, a chuva toca-me de uma forma que abstrai-me…

e o vento ?

Hélio Félix

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~ por felix em Outubro 22, 2008.

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