” A Tempestade” de William Shakespeare

Acabo de chegar da peça ” A Tempestade” de William Shakespeare, onde pude ver a excelente representação de Nuno tempestade-helio-felix_cartaz2Lopes como Caliban, um escravo deformado e selvagem,  bem como de todo o restante elenco que menciono mais abaixo na ficha técnica.

Deixo desde já a recomendação de uma visita ao Teatro do Bairro Alto em Lisboa, Teatro da Cornucópia para verem esta excelente peça ” A Tempestade” de William Shakespeare, poderá ser vista até o dia 26 de Abril, de terça a sábado às 21:00, Domingos às 16 horas.

Ficha técnica,

Tradução José Manuel Mendes, Luis Lima Barreto e Luis Miguel Cintra

Encenação Luis Miguel Cintra

Cenário e Figurinos Cristina Reis

Desenho de luz Daniel Worm d’Asssumpção

Colaboração musical Marcos Magalhães

Interpretação António Fonseca, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, João Pedro Vaz, José Manuel Mendes, Luis Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Márcia Breia, Nuno Lopes, Pedro Lamas, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Paulo Moura Lopes, Sofia Marques, Tiago Matias e Vítor d’Andrade.

 

Continuação do pequeno ciclo com que a Companhia assinala os seus 35 anos de actividade, começado com Os Gigantes da Montanha de Pirandello. Um ciclo dedicado às relações da arte com a vida, ou à reflexão sobre o Teatro como forma de conhecer e transformar a realidade. Trata-se da obra-prima final de Shakespeare. Tal como na obra de Pirandello, que esta talvez tenha influenciado, um mágico, num lugar afastado da sociedade, recebe “estranhos” vindos do mundo exterior e tenta corrigi-los recorrendo a magias que envolvem “representações” ou “ilusões” que se traduzem afinal no processo do “teatro dentro do teatro.” O mágico Próspero acolhe numa ilha deserta onde vive exilado, os que o traíram e os que estão ligados ao governo de Milão, de que foi banido. Com as suas magias corrige os maus, casa a filha que com ele tem vivido e ensina-lhe o que é viver em sociedade. Mas abdica do poder e permanece na sua solidão. Como tantas vezes em Shakespeare, o tema do exercício do poder é central e muitos outros são os temas das obras anteriores que o autor aqui retoma. Mas em ambas as obras é a definição de valores para a conduta humana que se põe em cena e que se debate.

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~ por felix em Março 19, 2009.

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