Moda Lisboa arranca hoje

Faça de conta que o vestido caríssimo que tem no armário é uma bata doméstica, finja que a clutch que comprou a semana passada é um simples porta-moedas, imagine que os stilettos que lhe custaram um salário não passam de um simples par de sapatos e venha daí ao mercado.

A 35.a edição da Moda Lisboa arranca hoje e promete transformar o Mercado da Ribeira no palco por excelência das propostas dos criadores nacionais (e internacionais – mas já lá iremos) para a Primavera /Verão 2011. O lema desta edição, “Moda Lisboa In the Market”, representa, segundo explicou Eduarda Abbondanza, “uma aproximação da moda ao mercado. Isto é, pensar a moda como um bem essencial, tal qual os produtos que se encontram nos mercados”. Explicado o trocadilho, a directora da Moda Lisboa falou ainda ao i do design da sala que vai receber os desfiles: “É um espaço magnífico. A passerelle é clássica e com formato rectangular. A novidade é a distribuição das bancadas, que têm capacidade para mil pessoas.”

Isso e a decoração, que, segundo o i apurou, vai apostar na sustentabilidade, com candeeiros feitos de sacos de papel reciclados e arranjos florais, que serão, depois do evento, devolvidos à terra. Mas isso, caro leitor, fica para ver ao vivo, que o segredo, já se sabe, é a alma do negócio – e ao que parece da moda também.

Assim, até dia 10 de Outubro, a cidade vai vestir-se de novo e receber um total de 23 colecções. Do calendário destaca- -se o regresso de Maria Gambina à capital após um afastamento de cinco edições.

Outra das grandes novidades é a estreia dos White Tent na passerelle principal. Mas há mais. Esta edição apostou nos talentos estrangeiros e convidou o criador polaco Lukasz Jemiol, major designer, formado pela Academia de Belas-Artes de Lodz, a apresentar, numa estreia absoluta em Portugal, as suas propostas para a próxima estação quente. “Este convite surge de um intercâmbio entre a Moda Lisboa e a Poland Fashion Week. A Polónia assume-se como um mercado de grande interesse para Portugal, especialmente depois de Miguel Vieira e Nuno Gama terem sido convidados a apresentar as suas colecções no país.”

E se por acaso ler por aí numa qualquer página da internet que a Moda Lisboa “não passa de uma feira de vaidades”, não fique espantado. Faz parte da crítica que acompanha qualquer evento com o mínimo de exclusividade. Pois.

É que para ir à Moda Lisboa ou tem convite ou fica à porta.

in “i”

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~ por felix em Outubro 7, 2010.

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